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Criolipólise usa método de congelamento para eliminar a gordura localizada

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13 Agosto 2014

Resfriamento mata célula de gordura

 endocrinologista Danilo Hofling, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, conta que a criolipólise utiliza o resfriamento intenso e controlado da gordura localizada para destruí-la. O resfriamento controlado age danificando seletivamente as células adiposas, que são mais sensíveis ao frio, sem causar qualquer dano a nervos, músculos e outras estruturas circunjacentes. Na prática o que acontece é a morte da célula de gordura.

A eliminação das estruturas celulares destruídas pela baixa temperatura é feita pelo sistema imune e a gordura é conduzida ao fígado pelo sistema linfático para sua metabolização. "Uma vez que o sistema linfático leva apenas uma pequena quantidade diária de gordura para ser metabolizada, não há perigo de sobrecarga do fígado nesse processo", ressalta o especialista.

Procedimento sem cortes e injeções

A criolipólise é feita com a ajuda de um aparelho específico cujos aplicadores acoplam-se perfeitamente às diferentes áreas do corpo. "Para a região da barriga existe uma ponteira grande, já para as costas e pneuzinhos laterais utiliza-se a ponteira menor", explica a especialista Mariana Barbato. Em seguida o aparelho exerce um vácuo sobre a gordura e o tecido adiposo da região é resfriado. Não é feito qualquer procedimento com agulhas ou incisões durante a técnica.

A dermatologista Mariana explica que pode haver dor no momento do vácuo, mas após o congelamento da gordura a região fica anestesiada. "Também pode haver desconforto na hora de retirar o aplicador, mas nada muito forte", conta. "Os hematomas não são frequentes, mas quando aparecem são transitórios".

Resultados em duas sessões

A dermatologista Mariana Barbato explica que uma ou duas sessões já são suficientes. Mas há casos em que são necessárias mais sessões. A partir do décimo dia a quebra de gordura já pode ser visível, mas o efeito máximo acontece de dois a três meses após a sessão. "É possível medir a diferença na fita métrica, mas a melhor maneira de fazer a comparação de fotografias de antes e depois, na mesma posição", explica a especialista. Para Mariana Barbato, pode haver redução de 25% da gordura em apenas uma sessão. Mas claro, os resultados variam de pessoa para pessoas. Em uma única sessão, estudos científicos em Harvard apontam redução de 20% a 25% da gordura localizada na região tratada.

A dermatologista Tatiana Jerez, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, conta que caso a gordura removida na primeira sessão não tenha sido suficiente, uma segunda sessão pode ser feita cerca de dois meses após a primeira no mesmo local. "Não existem sessões de manutenção, para manter o resultado obtido deve-se evitar o ganho de peso, através do meio tradicional: dieta controlada e pratica de atividade física".

De acordo com a empresa que produz o CoolSculpting, aparelho pioneiro que foi desenvolvido em Harvard para a criolipólise, o preço da sessão varia de R$ 1.500 a 2.500 *.

*Preços pesquisados em abril de 2013, sujeitos à alteração.

Adeus à gordurinhas na barriga

A criolipólise pode ser feita apenas em algumas partes do corpo, em que se adaptam as ponteiras. "No rosto, por exemplo, não dá para fazer porque o aplicador não se encaixa", explica Mariana. Também pode ser difícil aplicar no culote. Abdômen, flancos, porções externas de braço e coxas podem ser tratadas. Há a perspectiva do lançamento, em breve, de ponteiras que se adaptem a outras partes do corpo.

"A paciente poderá tratar áreas de qualquer tamanho com a criolipólise, mas numa área maior o procedimento deve ser dividido em dois momentos na mesma seção, para que toda a área seja tratada", explica a dermatologista Mariana.

Verão - foto: Getty Images
Liberada até no verão

A dermatologista Maria Paula Del Nero, também da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o tempo de tratamento de uma área de 20 por 20 centímetros dura aproximadamente uma hora. A boa notícia é que a criolipólise pode ser feita em mais de uma região no mesmo dia sem riscos ao paciente.

A criolipólise pode ser feita em qualquer estação do ano, inclusive no verão. "Mas se você quer que os resultados sejam notados na estação da praia e do sol, o ideal é se programar antes, já que o resultado completo leva de dois a três meses para aparecer", indica Mariana.

Não é necessária uma preparação específica para a criolipólise. A dermatologista Mariana Barbato conta que você pode comer e se exercitar normalmente antes e depois do tratamento. "Também não é necessário nenhum exame laboratorial para se submeter à técnica".

Celulite e flacidez

Não existe qualquer comprovação científica de que a criolipólise melhore celulite e flacidez. "Mas você pode até perceber melhora do aspecto da celulite, em função da diminuição da gordura localizada, que é o foco do tratamento", explica a dermatologista Mariana. Já a flacidez pode até aumentar com o tratamento. Nesse caso, outros tratamentos, como a radiofrequência, podem ser associados para tratar esse aspecto.

Contraindicações

A dermatologista Mariana explica que nem todo mundo pode fazer a criolipólise, é preciso passar por uma avaliação detalhada antes. Pessoas com sensibilidade ao frio - como quem tem urticária, por exemplo -, com hérnias no local da aplicação, infecções na pele, gestantes e quem passou por cirurgia recentemente estão proibidas de fazer a criolipólise. Para quem pretende emagrecer, vale lembrar que o método combate a gordura localizada e não o excesso de peso, pois não atinge gordura em todas as áreas do corpo ou mesmo a visceral, gordura que se deposita entre os órgãos.

Reações adversas e complicações

A dermatologista Mariana Barbato explica que pode haver dor persistente após uma semana do tratamento. "Nesse caso, o paciente deve ser medicado, mas essa consequência é rara". Também pode haver aumento da gordura no local. "Esse problema é ainda mais raro, mas já foi relatado", conta Mariana.

 

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Alimentos especiais para idosos se tornam negócio febre no Japão

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23 Julho 2014

Gelatinas que podem se transformar em filézinhos ou pós que viram cenouras são alguns dos produtos específicos para idosos desenvolvidos pela indústria alimentícia japonesa, que encontrou um filão no envelhecimento da sua sociedade.

Cada vez mais empresas japonesas apostam em produtos alimentícios exclusivamente dirigidos aos consumidores de idade avançada, com características como uma textura mais suave do que o habitual ou pré-cozidos e embalados individualmente.

Estes produtos podem ser encontrados nos supermercados com rótulos como "sênior" e com características adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de consumo.

Muitos japoneses com mais de 65 anos vivem e comem sozinhos - entre 20% e 40%, segundo dados da Associação Japonesa da Dieta -, o que tem feito os fabricantes optarem em apresentar os produtos em porções individuais e quase prontos para consumo.

Uma das empresas de ponta neste nicho de mercado é a especializada em suplementos alimentares Nutri Co, que lançou uma linha de gelatinas e pós a partir de produtos desidratados, que depois de reconstituídos têm um aspecto muito parecido ao de alimentos naturais e propriedades nutricionais semelhantes.

A partir destes produtos podem ser preparados substitutos de tomates ou cenoura, udon (os macarrões grossos japoneses), filézinhos de frango e de atum e até hambúrgueres, alimentos que na textura original seriam difíceis de comer para pessoas que já perderam dentes ou têm problemas de deglutição.

Embora estes alimentos sejam distribuídos principalmente em hospitais e residências para idosos, a empresa japonesa promove o consumo caseiro com um serviço de entrega e publica diversas receitas na internet para estimular a preparação de pratos mais atraentes que os tradicionais purês para idosos.

A gigante alimentícia japonesa Ajinomoto também desenvolve desde 2009 este tipo de artigos dentro da marca "Medimeal", concebidos com a intenção de reforçar as funções digestivas, estimular o apetite e aumentar a contribuição nutricional, como explica em seu site.

Os produtos, sopas, gelatinas, pudins e outros formatos foram concebidos "com ênfase no sabor, um fator que tradicionalmente foi ignorado nos alimentos de uso médico", justificou a empresa.

O grupo varejista Seven & I HD, o quinto maior do mundo no setor, promove uma linha com o rótulo "Seven premium" especialmente voltada para as pessoas que vivem sozinhas e as de idade avançada, e que inclui porções individuais e congeladas.

O mercado para pessoas de idade avançada que requerem cuidados de assistência ultrapassou os 102 bilhões de ienes em 2012 (R$ 22,2 milhões), valor que aumentará 26% até 2020, segundo dados do analista de mercado Fuji Keizai.

Outro estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Daichi Life Research apontou que a despesa de consumo anual dos idosos passará de 40% do total do consumo pessoal.

Os dados demográficos mostram que a tendência de envelhecimento da sociedade japonesa continua firme diante da baixa taxa de natalidade e, segundo os cálculos do governo japonês, os cidadãos com mais de 65 anos serão quase 40% da população total do país em 2060.

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Pesquisadores criam substância que repele e mata mosquito da dengue

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07 Julho 2014

Pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro criaram uma substância capaz não só de repelir o mosquito da dengue como matá-lo durante uma pesquisa que buscava princípios ativos para a criação de um detergente. A eficácia do produto foi confirmada em testes laboratoriais e o próximo passo é baratear o processo de criação para a produção comercial que pode funcionar sendo passado na pele ou espirrado contra mosquitos. Não há prazo, no entanto, para que o produto chegue ao mercado.

A substância foi produzida a partir de uma bactéria encontrada em solo contaminado por derivados de petróleo. Os cientistas já estudavam há 17 anos a bactériaPseudomonas aeruginosa LBI em uma pesquisa para a produção de detergente biológico, até perceberem que ela tinha a capacidade de destruir as larvas do Aedes aegypti, mosquito causador da dengue, no estágio de larva e na fase adulta, além de funcionar como repelente.

O grupo, comandado pelo professor Jonas Contiero, decidiu, então, testar a aplicação da substância contra as larvas. "A substância atua basicamente na diminuição da tensão da água. Como as larvas do mosquito da dengue precisam se manter na superfície para respirar, resolvemos testar essa situação e, com a queda nessa tensão, a larva não consegue se manter à flor da água, afunda, não consegue respirar e morre", informou a biólogo Roberta Barros Lovaglio, que participa da pesquisa. O biólogo Vinicius Luiz da Silva e o parasitologista Cláudio José von Zuben também integram o grupo.

Testes

A mudança de foco na pesquisa ocorreu há um ano. Depois de perceberem a eficácia da substância contra as larvas, o grupo testou a ação do produto contra mosquitos adultos e percebeu que eles também era afetado.

"No caso deles, a substância quebra a cutícula do mosquito. Com isso, ele fica suscetível à ação do meio ambiente e morre. Apenas como comparação, seria o mesmo que retirar a pele de um ser humano", informa Silva.

A eficácia do produto, segundo os pesquisadores, é de 100%, em teste realizado com dez larvas, em todas as concentrações testadas, sendo que as larvas morreram em ate 18h depois da aplicação. Com os mosquitos adultos, foram 20 exemplares, e todos morreram após a aplicação do produto.

A última parte da pesquisa, que é financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) testou também a ação repelente da substância. Em testes realizados em ratos, um animal é borrifado com o composto, e outro não. Eles são expostos a mosquitos. O rato que não está com o produto é picado. No outro, que recebeu o repelente, os mosquitos nem se aproximam.

O foco do trabalho do grupo, agora, é baratear os custos de produção para um possível uso comercial da substância. Segundo os pesquisadores, a produção e purificação de dez mililitros do produto custa R$ 1,4 mil. "Nossa pesquisa, nesse momento, está dedicada a tentar novas fórmulas de produção para uso comercial", disse Roberta, que informou, ainda, que o grupo está em contato com advogados da Unesp para requerer a patente do produto.

Para von Zuben, a substância é completa e pode ajudar a combater a dengue em todas as fases, ajudando, inclusive, a diminuir a circulação do vírus que causa a doença. "A partir do momento que conseguimos novas ferramentas para controlar esse mosquito, vamos diminuir a quantidade de adultos no ambiente e, com isso, diminuir as chances de transmissão do vírus para outras pessoas", disse.

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Concussão cerebral em atletas tem recuperação completa na maioria dos casos

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26 Junho 2014

Após trauma pode ocorrer um esquecimento de eventos recentes

 

Estamos em um momento único da vida esportiva brasileira, sediando uma copa do mundo de futebol. Independente de questões políticas, o futebol e diversos outros esportes envolvem questões de risco inerentes às suas atividades. Uma delas: a concussão cerebral.

Concussão cerebral é um tipo de trauma crânio-encefálico (traumatismo craniano) comum em atletas e se caracteriza por uma perda transitória da consciência, ou seja, o atleta literalmente fica desacordados por alguns segundos. Na maioria absoluta dos casos a recuperação é completa, ficando apenas um certo "esquecimento" para eventos recentes que antecederam o trauma.

Em geral o mecanismo da concussão tem relação com a caixa craniana, inelástica, e as forças de aceleração e desaceleração que movem o cérebro sobre o tronco encefálico para um sentido, quando ele então bate no osso e volta no sentido contrario. Claro que isto ocorre em um espaço de milímetros, o suficiente para provocar a perda de consciência.

Como a maioria das concussões se resolve sozinha, normalmente o tratamento é conservador, sendo necessário uma avaliação médica com brevidade e um período de observação
Talvez o esporte onde a concussão cerebral seja um estudo quase obsessivo por parte de todos os envolvidos seja o Hóquei sobre o gelo. Entretanto, por motivos óbvios, este é um esporte que não vingou ou vingará em nosso país. A copa do mundo de futebol, entretanto, mostra diversas situações de lances onde um jogador bate a cabeça com o outro e, às vezes, alguém acaba sofrendo uma concussão.

Como a maioria das concussões se resolve sozinha, normalmente o tratamento é conservador, sendo necessário uma avaliação médica com brevidade e um período de observação. Esta avaliação médica, por sua vez, deve obrigatoriamente incluir um exame neurológico sumário. Nos casos em que a recuperação da consciência não ocorre ou existem outros sinais de alarme, o atleta deve ser encaminhado por ambulância para hospital onde fará exames mais detalhados.

Aproveitando a experiência e a série enorme de pesquisas sobre concussão no Hóquei, acredita-se que um dos problemas a longo prazo de concussões cerebrais de repetição seja o desencadeamento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Isto, entretanto, ainda carece de mais estudos.

Seja no Hóquei, seja no futebol, trauma crânio encefálico é algo que deve ser visto com muito cuidado, motivo pelo qual devemos sempre exigir a presença de médicos e ambulância(s) em eventos esportivos em nosso país.

 

Escrito por André Felício 

Neurologista

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Novos medicamentos reduzem tratamento de hepatite C para 1/4 do tempo

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04 Junho 2014

hepatite-c-pele-amarelada-ictericia-1396901698125 615x300Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 300 milhões de pessoas são portadoras dos vírus das hepatites B e C em todo o mundo. O Ministério da Saúde estima que 26 mil pessoas recebem tratamento para estas doenças no Brasil. Nesta edição, o @saúde com Jairo Bouer traz os novos tratamentos que em breve estarão disponíveis no Brasil para quem tem hepatite C.

 

A doença é causada por um vírus que agride o fígado, provocando uma inflamação que pode evoluir para cirrose e até câncer no órgão. O vírus da hepatite C é transmitido pelo contato direto entre o sangue infectado devido ao compartilhamento de seringas e agulhas. A transmissão por relação sexual é rara.

Edson Roberto Parise, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, afirma que a principal vantagem dos novos medicamentos é a redução do tempo de tratamento, bem como poucos efeitos colaterais.

Um tratamento comum tem duração de 11 meses, e as drogas mais avançadas prometem reduzir este período para apenas três. Os efeitos colaterais também são menores, já que o organismo passa a ter pouco contato com a droga.

O custo, no entanto, pode ser um empecilho para que esses novos tratamentos atinjam grande parte da população. É que, segundo Parise, nos Estados Unidos cada cápsula sai por mil dólares. "Caso alguém tenha interesse em importar o medicamento para o Brasil, precisará desembolsar R$400 mil reais pelo tratamento", afirma.

Segundo Parise, os novos medicamentos já estão sendo analisados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e em breve estarão disponíveis no Brasil.

Assista também à íntegra desta entrevista aos demais programas no UOL Saúde. E se você tem alguma pergunta sobre saúde, sexo ou comportamento, envie para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Algumas questões serão selecionadas e respondidas nos futuros vídeos.

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O mundo móvel e o momento brasileiro para mHealth

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20 Maio 2014

Enquanto o país tem hoje cerca de 272,4 milhões de celulares1, ou seja, 136,99 celulares por cada 100 habitantes, o número de médicos é insuficiente: são apenas 1.8 para cada mil habitantes2.

Esse é o cenário brasileiro em que crescem rapidamente as soluções de saúde oferecidas nos aparelhos de comunicação carregados no bolso pela grande maioria da nossa população. Úteis para o controle de doenças infecciosas ou endêmicas, tais como a dengue, e para chegar aonde o atendimento médico se faz necessário, mas não existe, os aparelhos móveis de comunicação começam a mostrar sua importância na prevenção e tratamento de doenças e também no treinamento de médicos, além de poderem promover o bem-estar.

Trata-se de um mundo novo que ainda não teve seus limites configurados, mas que aos poucos começa a brotar em centenas de produtos e serviços, muitos deles já à disposição do mercado.

A conexão de medidores com os celulares é cada vez mais comum, como por exemplo, a capacidade de ter um glicosímetro ligado ao celular ou iPhone, com dispositivos que permitem a leitura de fitas diretamente pelo aparelho e a conexão deles com call centers, para que os médicos possam agir em função dos problemas apresentados.

A possibilidade de monitoração remota pode reduzir significativamente o número de internações, tempo destas e complicações. No caso de um diabético – são cerca de 382 milhões de pessoas no mundo com a doença – já está comprovada a sua eficácia, visto que os sistemas geram um alarme quando a glicose ultrapassa os limites estabelecidos pelos "perfis clínicos" associados aos pacientes. Mas as iniciativas são inúmeras no Brasil e no mundo, para as mais diferentes utilizações.

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As operadoras e as indústrias farmacêuticas já estão de olho nesse novo horizonte infinito e vêm desenvolvendo aplicativos dos mais variados como um lançado recentemente na Venezuela por um grande nome da indústria, que localiza onde encontrar os produtos daquela empresa.

Mas o grande potencial do mHealth tem sido mesmo o de enfrentar e superar as disparidades no acesso aos serviços de saúde, como a inadequação da infra-estrutura ou a falta de recursos humanos para a saúde, além do elevado custo de acesso à saúde e/ou limitações na disponibilidade de recursos financeiros.

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Não por acaso, a África é o pais que mais faz uso da tecnologia à serviço da saúde, definida pela Organização Mundial de Saúde como "eHealth", que inclui quatro áreas distintas mas relacionadas, a saber:

Saúde Móvel ou mHealth: prestação de serviços de saúde e informações através de tecnologias móveis e sem fio
Sistemas de Informação de Saúde ou HIS: que reúnem, agregam e sintetizam informações relacionadas com os registros dos pacientes, vigilância de doenças, recursos humanos, gestão de produtos, entre outros, para fins de planejamento
Telemedicina: prestação de serviços de cuidados de saúde à distância; pode ser usado para a comunicação inter- profissional, comunicação com o paciente e consulta remota
Ensino à Distância ou e-Learning: educação e formação em formato eletrônico para os profissionais de saúde
Na prática, a intenção de todos esses serviços que estão interligados, é reduzir custos, melhorar a produtividade dos médicos – através de treinamentos à distância–, alcançar todas as regiões de um país, incluindo as rurais ou de selva mais remotas, entre muitos outros benefícios que, em última análise, visam atingir um maior número de pacientes e melhorar a qualidade para aqueles que já são atendidos.

No campo da telemedicina, alguns projetos vêm fazendo escola, como o que vem sendo tocado pela Intel, ao lado de outros parceiros, para alcançar um número cada vez maior de pacientes na região da Parintis e da Amazônia, e que começou a ser reproduzido pela Rede Universitária de Telemedicina em todo o país.

Outro exemplo é o da parceria entre a Cisco e a Universidade Federal de Sergipe, para a implantação de um sistema que permite que as crianças possam ser atendidas remotamente em um processo que faz a conexão entre o médico da família que está na zona remota com os especialistas da cidade. O sistema também é usado para a integração entre os médicos, facilitando a troca de conhecimentos e a educação dos mesmos.

O mercado brasileiro já está pronto para efetivar as mudanças, embora ainda sofra com as questões relacionadas à interoperabilidade dos aparelhos – o que depende principalmente de ações governamentais — precisando não apenas de investimentos públicos, como também de consciência com relação à enorme gama de novas utilizações.

Um dos aspectos mais promissores da mHealth é o sua competência em melhorar a integração inteligente de serviços de saúde, tornando a informação disponível no lugar certo e no momento certo, desde que hajam padrões de comunicabilidade que permitam a troca de mensagens de uma maneira confiável. Daí porquê não se deve perder a oportunidade de orquestrar o quanto antes uma cooperação entre o governo, empresas e prestadores privados de cuidados em saúde para maximizar a poderosa ferramenta do mHealth.

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CEO do grupo Unit Care, líder no mercado de monitoramento remoto de paciente no Brasil e presidente do Capítulo Brasileiro da Continua Health Alliance. A Unit Care também se dedica à atividades de pesquisa de conectividade na área de telessaúde, graças a uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tizatto se formou na Universidade de Passo Fundo, em Gestão Hospitalar e Sistemas de Saúde , (Fundação Getúlio Vargas - EAESP e Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), e Harvard Business School.

 

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Antibióticos geram pragas mais violentas e obesidade, diz especialista

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08 Maio 2014

remedios 3Neste mundo, nada é de graça, especialmente quando estamos falando de saúde. Todos os exames, todas as incisões, e cada uma das pílulas que tomamos nos trazem benefícios e riscos.

Em nenhuma área, a coisa pende mais obviamente para a direção errada do que no mundo das doenças infecciosas, a maior história de sucesso do século 20. Nós contamos com os antibióticos desde meados dos anos 1940 – praticamente desde que a bomba atômica foi criada, destaca o professor de medicina Martin J. Blaser – e o nosso maior erro foi não ter percebido há muito tempo os paralelos entre essas duas histórias.

Os antibióticos controlaram boa parte de nossos velhos inimigos bacterianos: nós queríamos fazê-los desaparecer do planeta, e a dose foi cavalar. Mas, agora, estamos começando a sofrer as consequências. Aparentemente, nem todos os germes são maus – e existem alguns que são muito bons, na verdade. No livro "Missing Microbes" ("Os micróbios perdidos", em tradução livre), Blaser, professor de medicina e doenças infecciosas da Universidade de Nova York, apresenta uma série impressionante de razões que nos levam a repensar a destruição promovida nas últimas décadas.
Pragas mais violentas

Primeiro e mais importante: a guerra tem se tornado cada vez mais violenta. O uso imprudente de antibióticos resultou na resistência dos micróbios; médicos especializados em doenças infecciosas operam agora em um estado de quase pânico, uma vez que o tratamento de doenças comuns está exigindo medicamentos mais e mais poderosos.

Em segundo lugar, como sempre, são justamente os espectadores desafortunados que mais sofrem com isso – não os seres humanos, vejam bem, mas as infinitas bactérias benevolentes e trabalhadoras que colonizam nossas peles e o interior de nosso trato gastrintestinal. Precisamos dessas criaturinhas para sobreviver, mas até mesmo algumas doses de antibióticos são o bastante para destruir seu universo, com mortes incalculáveis e paisagens devastadas. Às vezes, nem as populações nem seu habitat voltam a se recuperar plenamente.

E, por fim, há um acúmulo desanimador de evidências de que a guerra contra as velhas pragas esteja levando simplesmente a guerras ainda piores contra uma série de novas pragas.

Parte dos argumentos de Blaser já é bem conhecida, tais como a história do Clostridium, uma causa cada vez mais comum de diarreia. Essa condição surge quando os antibióticos eliminam a população microbiana normal de nossas entranhas, favorecendo um organismo produtor de toxinas. Às vezes é preciso usar ainda mais antibióticos para reestabelecer a função intestinal. Mas às vezes não há tratamento que funcione – nada além de preencher o intestino com fezes repletas de bactérias normais, uma estratégia que é o último recurso, mas que se mostrou bastante eficaz. Sem isso, pessoas totalmente saudáveis podem morrer.

Menos conhecido é o paradoxo gerado por um pequeno organismo em forma de vírgula conhecido como Helicobacter pylori, que habita o estômago humano. Blaser é um dos maiores especialistas nessas "bactérias da úlcera", que estão associadas não apenas com as úlceras, mas também com o câncer do estômago. Estamos lentamente eliminando o H. pylori com antibióticos – e eles se tornaram bastante incomuns em países desenvolvidos.

Mas à medida que desaparecem, destaca Blaser, uma pequena epidemia de doenças no esôfago é seguida de uma inflamação que pode causar azia e, até mesmo, câncer. Aparentemente, essa bactéria do mal também é boa e fundamental para proteger o esôfago humano.

E isso está longe de ser tudo, pessoal.

Antibióticos e obesidade

Sabemos que dar antibióticos para frangos, vacas e porcos resulta em animais maiores e mais gordos nos mercados. Mas estamos fazendo basicamente a mesma coisa com os nossos jovens, salvando-os basicamente de todas as infecções da infância (muitas das quais nem precisam de antibióticos para serem curadas). Os resultados de uma série interconectada de experimentos no laboratório de Blaser, com ratos jovens alimentados com uma série de regimes de antibióticos, deram apoio à teoria de que a exposição aos antibióticos no início da vida tem efeitos duradouros no metabolismo, e pode contribuir para a epidemia atual de obesidade infantil e adulta.

Para outras condições cada vez mais comuns, tais como a asma, a doença inflamatória intestinal e a doença celíaca, Blaser oferece uma inversão da "hipótese da higiene", que afirma que uma vez que deixamos de ter contato com os micróbios do meio ambiente, a vida higienizada moderna leva o sistema imunológico a sair do controle. Ao invés disso, a culpa seria da distorção da fauna microbiana interior, segundo ele.

Os antibióticos são parcialmente responsáveis, mas o mesmo pode ser dito de outros hábitos médicos, tais como o uso cada vez mais frequente de cesarianas. Esses procedimentos assépticos evitam que os recém-nascidos herdem das mães uma série de organismos ao passarem pelo canal do parto, possivelmente preparando-os para uma vida cheia de problemas, tais como riscos maiores que o normal de uma série de problemas ligados à imunidade.

Blaser apresenta todas essas questões a um ritmo acelerado, não exagerando na linguagem técnica, mas gerando interesse humano suficiente para tornar seu argumento e seus dados razoavelmente acessíveis (ele contou com a ajuda de Sandra Blakeslee, jornalista científica veterana e contribuidora frequente do "Science Times").

O leitor bem informado não deve se esquecer que a pesquisa que Blaser comenta foi, em grande parte, feita por ele mesmo; sendo assim, não ouvimos no livro qualquer opinião, ou evidência contraditória, embora boa parte da narrativa não passe de uma série de hipóteses científicas.

Tendo isso em vista, o peso das evidências por trás das advertências de Blaser sobre os antibióticos é impressionante. Eles são, sem dúvida, medicamentos que salvam vidas – eles salvaram a vida do próprio autor, quando foi acometido pela febre tifoide, e ele testemunhou recentemente no congresso norte-americano sobre a necessidade urgente do desenvolvimento de antibióticos melhores e mais fortes. Entretanto, eles também são extremamente perigosos, tanto para as pessoas, quanto para as comunidades interligadas dos micróbios e dos seres humanos.

 

Abigail Zuger é médica

"Missing Microbes: How the Overuse of Antibiotics Is Fueling Our Modern Plagues" (sem edição no Brasil)

Por Martin J. Blaser, M.D.

Veja aqui o texto completo do The New York Times 

Sangue artificial deve começar a ser testado em humanos até 2016

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17 Abril 2014

Cientistas britânicos querem começar a testar sangue artificial pela primeira vez em humanos nos próximos três anos.

Eles planejam iniciar a primeira fase de testes com voluntários no final de 2016 ou no início de 2017.

Por trás da iniciativa está um consórcio de universidades e órgãos do governo do Reino Unido que já produz células de sangue a partir de células-tronco.

As células-tronco são aquelas capazes de se transformar em qualquer outra célula do corpo humano. Muitos estudiosos apostam nelas como a chave para a cura de inúmeras doenças.

Cultivadas em laboratório, as células sanguíneas poderiam ser, assim, usadas para transfusões, evitando uma série de problemas comumente observados nesse processo, como o risco de transmissão de infecções, a incompatibilidade com o sistema imunológico do receptor e a possibilidade de excesso de ferro no sangue do doador.

Além disso, se for bem sucedido, o projeto permitirá aumentar a oferta de sangue disponível para transfusões.

Muitos países do mundo, como o Brasil, sofrem com o estoque dos bancos de sangue, que, alimentados por doações públicas, são insuficientes para atender a crescente demanda pelo material.

Segundo os envolvidos na pesquisa, o uso de células sanguíneas cultivadas em laboratório também apresentaria uma vantagem clínica em relação ao sangue colhido de doadores.

Isso porque, de acordo com os cientistas, as células produzidas artificialmente são mais novas e têm maior longevidade.

"Produzir uma terapia celular que leve em conta a escala, a qualidade e a segurança exigidas para testes clínicos em humanos é um desafio muito grande. Mas se tivermos êxito, poderemos garantir a populações de diferentes países o benefício dessas transfusões de sangue", afirmou Marc Turner, professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e responsável pelo projeto.

"Os testes que faremos também fornecerão informação de valor a outros pesquisadores no desenvolvimento de terapias celulares", acrescentou.

Técnica

Turner e sua equipe usaram uma técnica que cria células do sangue a partir de células-tronco pluripotentes induzidas, também conhecidas como células iPS ou iPSCs.

Por esse artíficio, as células doadoras são isoladas e cultivadas. Posteriormente, transferem-se para elas os genes das células-tronco associadas por meio de vetores virais.

Ao final do processo, as células-tronco pluripotentes induzidas são estimuladas por uma substância química para se transformar em células do sangue do tipo O, raro e universal.

Segundo Turner, é provável que os testes sejam feitos em três pacientes com talassemia, uma doença que acomete o sangue e exige transfusões contínuas.

O comportamento das células sanguíneas produzidas artificialmente será monitorado durante os testes, acrescentou o pesquisador.

Ele, no entanto, ressalva que ainda há um longo caminho a percorrer para produzir sangue artificial em escala "industrial".

Atualmente, o custo para uma única transfusão de sangue é de 120 libras no Reino Unido, ou R$ 360.

Para Turner, se os testes forem eficazes, esses custos poderão ser reduzidos substancialmente no futuro.

 

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Comer 7 em vez de 5 porções de frutas e vegetais por dia reduz risco de morte

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02 Abril 2014

Comer sete ou mais porções de frutas, verduras e legumes por dia é mais saudável do que as cinco recomendadas pelos médicos e prolongaria a expectativa de vida, revela uma nova pesquisa.

frutas e legumesCada porção contém cerca de 80 gramas, equivalente a uma fruta grande ou um punhado de frutas ou verduras e legumes pequenos.

O estudo, feito com cerca de 65 mil homens e mulheres, sugere que quanto mais alimentos desse tipo as pessoas ingerirem, menos chances têm de morrer - em qualquer idade.

Entre os benefícios comprovados, está a redução do risco de câncer e de doenças cardíacas.

Os cientistas, da Universidade College de Londres, analisaram dados do National Health Survey entre 2001 e 2008, uma espécie de Censo da Saúde do Reino Unido, que coleta informações sobre a saúde dos britânicos por meio de questionários e visitas médicas, além da análise da dieta alimentar e do estilo de vida dos pacientes.

Além disso, os estudiosos avaliaram a mortalidade geral, além das mortes causadas por câncer, doenças cardíacas e derrame.

Eles descobriram que o risco de morte precoce provocada por qualquer uma dessas doenças caiu, ao passo que a ingestão de frutas e vegetais aumentou.

Ao longo da pesquisa, os cientistas descobriram que o risco de morte foi reduzido em:

14% se o indivíduo ingerir entre uma e três porções de frutas, verduras e legumes por dia 29% entre três e cinco 36% entre cinco e sete 42% para sete ou mais A pesquisa também constatou que vegetais frescos possuem um potencial maior de proteção, seguidos pelas saladas e depois pelas frutas.

Já o suco de frutas não oferece benefícios, enquanto que frutas enlatadas aumentam o risco de morte - possivelmente porque elas são armazenadas em uma calda de açúcar, dizem os pesquisadores.

Segundo Oyinlola Oyebode, responsável pela pesquisa, os benefícios para a saúde crescem à medida que mais porções de vegetais e frutas são ingeridas por dia.

Ela lembrou, no entanto, que mesmo pequenas frações são "melhor do que nada".

A proteção que frutas e vegetais conferem ao organismo contra doenças está ligada a presença de antioxidantes, que curam os danos às células, acrescentou Oyebode.

Oyebode também afirmou que esses tipos de alimentos contêm micronutrientes e fibra, que são benéficos para a saúde.

Desconfiança

Alguns especialistas, no entanto, demonstraram desconfiança em relação à pesquisa e alegaram que a queda na mortalidade do grupo analisado pode estar mais associada à mudança do estilo de vida, como deixar de fumar ou beber em excesso, do que ingerir frutas e vegetais com frequência.

Segundo o professor Tom Sander, da Escola de Medicina da King's College de Londres, "já era sabido" que as pessoas que ingerem mais frutas e vegetais são mais preocupadas com sua saúde, mais educadas e com mais renda, o que, eventualmente, pode reduzir os riscos de morte.

"Acho temerário fazer qualquer afirmação sobre o que as pessoas devem comer baseado apenas nas informações encontradas pelo estudo", disse.

Naveed Sattar, da Universidade de Glasgow, afirmou que comer sete porções de frutas e vegetais ao dia seria um "desafio".

"Esse hábito exigiria um apoio do governo como o subsídio do preço das frutas e dos vegetais, talvez a partir da sobretaxação dos alimentos ricos em açúcar, além de tornar disponíveis produtos de alta qualidade à toda sociedade", sugeriu.

Já Alison Tedstone, da Public Health England, órgão do governo britânico voltado para a saúde, diz ter achado o estudo "interessante", mas "prematuro" ao recomendar a ingestão diária de mais de sete porções de frutas e vegetais ao dia.

Ela lembrou que dois terços dos britânicos não chegam a comer nem cinco porções desses alimentos diariamente.

"Estamos trabalhando intensamente para aumentar a disponibilidade de frutas e vegetais", afirmou Tedstone.

 

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Oito tratamentos complementares que ajudam a combater a insônia

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24 Março 2014

Shiatsu e outras técnicas farão você relaxar e ter uma noite tranquila

A insônia é um problema nacional: 69% dos brasileiros avaliam o seu próprio sono como ruim ou insatisfatório, segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM) e divulgado dia 22 janeiro. Os remédios mais consumidos no país de 2007 a 2010, segundo a Anvisa, eram contra ansiedade e insônia.

A falta de um sono tranquilo por vários dias deve ser tratada por um médico e pode precisar tanto de medicamentos quanto de mudanças de hábitos. Mas, para acelerar os resultados, é possível aliar ao tratamento algumas técnicas. A insônia é vista como um problema que esconde outras doenças e complicações, como depressão e estresse. É possível combater sintomas dessas doenças e garantir um corpo mais relaxado para cair no sono profundo. Confira algumas técnicas e descubra como elas agem no seu corpo.

Reflexologia

Essa técnica parte do princípio de que os pés possuem diversos pontos que se relacionam com regiões do corpo humano. Por meio de uma massagem específica nessa parte do corpo, é possível estimular o bom funcionamento de órgãos, glândulas e outras estruturas do corpo.

"Conforme os pontos vão se libertando das toxinas, acontece um processo de limpeza e redução da tensão nas áreas do corpo, reativando a sensação de bem-estar e relaxamento", explica a massoterapeuta Thabata Martins, do Zahra Spa & Estética. Se a causa da insônia estiver relacionada a dores no corpo, ansiedade, estresse, dor de cabeça e outros problemas físicos ou emocionais, a reflexologia poderá ser uma grande aliada do tratamento. O número de sessões ecessárias varia de acordo com a gravidade do problema.

Acupuntura

Outra técnica famosa por estimular pontos, mas dessa vez no corpo todo. "A medicina tradicional chinesa entende que um distúrbio orgânico pode decorrer de um desequilíbrio dos chamados meridianos energéticos do corpo", explica a fisioterapeuta e especialista em acupuntura Tatiana Dumaresq, da clínica Fisio & Quality. A acupuntura usa instrumentos, como agulhas específicas, para fazer estímulos que recuperam o equilíbrio energético.

"Quando uma pessoa apresenta insônia associada a preocupações, estresse, emoções em desequilíbrio e outros problemas, pode recorrer à acupuntura como aliada do tratamento", conta a profissional. Será preciso passar por uma entrevista com o terapeuta para descobrir quais pontos deverão ser trabalhados. As sessões podem variar de uma a três vezes por semana, dependendo da gravidade da insônia.

Homeopatia

Reconhecida como especialidade médica no Brasil, a homeopatia prega que sintomas emocionais compõem o conjunto sintomático da doença e que precisam ser levados em conta para que o tratamento seja completo. A técnica, portanto, é ótima para combater a insônia que está ligada a problemas emocionais. O médico e homeopata Moisés Chencinski lembra, no entanto, que o remédio é usado para quem (paciente), e não para o quê (doença). "O medicamento homeopático é receitado após uma consulta médica específica, ou seja, ele é único para aquele quadro e para aquele momento da pessoa", explica o profissional.

Floral de Bach

A terapia com Floral de Bach trabalha com as causas da insônia e não exatamente com o problema e os efeitos que ela provoca. "É preciso identificar a causa da insônia e trabalhar em cima dessas emoções, de maneira a reequilibrá-las e, assim, trazer de volta o sono tranquilo", conta a psicóloga Maria Aparecida das Neves, especialista em florais de Bach no Brasil.

Após uma análise de uma pessoa, por exemplo, pode-se perceber que ela é perfeccionista e tem muito medo de ser julgada pelas pessoas. "O floral irá ajudar a combater esse medo e perfeccionismo, pois eles podem causar uma ansiedade que provoca a insônia", diz a terapeuta Patrícia Alves, autora do livro ABC dos Florais de Bach.

Terapia ortomolecular

Essa técnica consiste no tratamento dos desequilíbrios químicos do organismo por meio da ingestão de vitaminas e minerais. A nutróloga e especialista em prática ortomolecular Sylvana Braga, de São Paulo, conta que o excesso de cortisol - conhecido como o hormônio do estresse - pode ser um dos agravantes da falta de sono tranquilo. "A terapia ortomolecular irá ajudar a regular esse hormônio para que o organismo fique relaxado à noite", explica. Além disso, é possível regular neurotransmissores cerebrais relacionados ao bem-estar, como a serotonina, adrenalina e dopamina, que também favorecem o sono.

Meditação

Quinze minutinhos de exercício diário de meditação podem fazer com que você, aos poucos, consiga atingir um estágio mental de profundo relaxamento. "A técnica, além de ajudar a enxergar o que precisa ser mudado, dá força interna pra encarar essas mudanças", explica a professora de Yoga Integral Wal Nunes, do Studio Yoga Integral. Ela também indica a yoga como arma para ajudar a combater a insônia: "Durante a prática, o corpo libera endorfina e aumenta a sua temperatura, o que irá provocar uma sonolência maior ao final do dia".

Microfisioterapia

É uma técnica francesa ainda pouco conhecida no Brasil, mas que age diretamente sobre a causa primária dos sintomas da insônia, como traumas emocionais, físicos, ambientais e tóxicos. "A microfisioterapia trabalha na reabilitação do sistema como um todo, agindo de dentro para fora e utilizando apenas microtoques ou palpações sutis no corpo do paciente", explica o fisioterapeuta Ricardo Hoffmann, especialista em Microfisioterapia, Decodificação Biológica e Terapia Manual. Ela é indicada para diversos problemas relacionados à insônia, como distúrbios do sono, além de depressão, pânico, fibromialgia e ansiedade.

Shiatsu

Segundo o fisioterapeuta Vitor Kenji, a massagem shiatsu é uma das formas mais eficazes de equilibrar o sistema nervoso. "Por meio da técnica de digitopressão, há uma liberação de encefalina, endorfina e serotonina que, além de serem analgésicos naturais, são neurotransmissores que reduzem o estresse e melhoram a qualidade do sono", afirma o profissional. Essa técnica oriental utiliza os dedos e a palma das mãos para fazer pressão na pele, atingindo os mesmos pontos trabalhados na acupuntura.

 

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